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O dirigente foi demitido pela CBF da presidência da Comissão de Arbitragem nesta sexta-feira (12)

 

Leonardo Gaciba faz sinal de legal para a fotografia

Leonardo Gaciba estava na presidência da Comissão Nacional de Arbitragem desde 2019

 

Leonardo Gaciba deixou a presidência da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF. A saída, oficializada nesta sexta-feira (12), serve como atestado do fiasco do nível dos árbitros do Campeonato Brasileiro. Tomado por críticas, a decisão foi pela mudança de um nome, mas o que realmente muda com isso?

O desgaste era evidente, principalmente pelo conjunto de decisões erradas a cada rodada da Série A. O estopim foi o inexistente pênalti marcado em prol do Flamengo, contra o Bahia, nesta quinta (11). Uma bola acerta o peito de um atleta dentro da área e se torna um pênalti, mesmo com vídeo.

Assim, o conjunto da obra ficou marcado pelo baixo nível, inclusive com critérios distintos. Dentro do âmbito da reclamação, havia unanimidade com as queixas, um embate até histórico na modalidade: árbitros x torcida x clubes. O principal gargalo, no entanto, é o mau uso da tecnologia com o VAR.

O grande momento da gestão de Gaciba foi o investimento em tecnologia e modernização. No 1º ano à frente do grupo nacional, participou ativamente da implementação do VAR, antes mesmo da Premier League, a 1ª divisão do futebol inglês. E, assim, o Brasil investiu em melhoria de suporte.

 

Imagem da cabina do árbitro de vídeo (VAR) da Série A

A tecnologia do árbitro de vídeo (VAR) foi implantada no futebol brasileira durante a gestão de Gaciba

De fato, o VAR é imprescindível. No quesito teórico, serve como auxílio ao trabalho árduo do juiz principal. Mas a presença da ferramenta não inibiu lances grotescos, como pênaltis não marcados, situações de cartão vermelho ou mesmo impedimentos.

Em contraponto ao bordão do ex-comentarista Arnaldo Cezar Coelho, a regra não é clara no Brasil. Há situações complexas no esporte, geram divergências, mas presenciamos situações nítidas de equívoco, ainda mais notórias com a transparência junto da CBF implementada por Gaciba (veja áudios recentes do VAR).

Restando sete rodadas para o fim do Brasileirão, a arbitragem foi reprovada. A resposta da CBF precisa vir com uma reformulação no setor, nas lideranças e nos treinamentos. A saída de Gaciba, em suma, não pode ser a solução para o espetáculo do futebol.

 

 

 

Fonte: Diário do Nordeste

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