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Cientistas brasileiras criam células cerebrais vivas através de impressora 3D

maximweb 4 meses ago

A técnica tem como objetivo recuperar áreas lesionadas do cérebro em casos de AVC, por exemplo.

 

Cientistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveram uma técnica capaz de criar células cerebrais vivas usando uma impressora 3D. O estudo foi publicado na revista cientifica Journal of Visualized Experiments (JoVE).

A técnica pretende ajudar a recuperar as áreas lesionadas do cérebro em casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outras doenças através de um composto chamado ‘biotinta”, que permite aos astrócitos, um tipo de célula cerebral, sobreviver por pelo menos 14 dias em laboratório depois de passar por uma impressora 3D.

“Estamos testando diferentes biomateriais que sejam compatíveis com células do tecido neural, não apenas astrócitos, mas neurônios e células-tronco neurais”, explicou a primeira autora da pesquisa, Bruna Alice Gomes de Melo.

O procedimento desenvolvido pelas pesquisadoras pode ser adaptado para estudar outros tipos de células: A equipe já está utilizando-o para analisar astrócitos e neurônios infectados com o vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

“A ideia é chegar o mais próximo possível da complexidade do tecido neural. Quando esses protocolos estiverem bem validados com células de camundongos, poderemos criar outros com células humanas. Isso vai servir para uma variedade de estudos, como testar novos fármacos, identificar genes que são expressos durante o desenvolvimento do cérebro, modelar doenças, entre outros”, detalhou a pesquisadora Marimélia Porcionatto.

 

(Foto: Divulgação/JoVE)

 

 

Fonte: RedeTV

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