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Comemorações de Ano Novo no Interior do Ceará vão respeitar animais

maximweb 11 meses ago
No início do mês, o apelo de um radialista à prefeitura de Quixadá, através das redes sociais, levou este município do Interior do Ceará a exigir da empresa responsável pela realização do show pirotécnico anunciando a chegada do Ano Novo a alterar a logística da queima dos fogos. Os rojões, que causam o barulho mais intenso, foram excluídos do espetáculo, e o processo de combustão dos sais de diferentes metais que o tornam luminoso e colorido, também será mais silencioso, divulgou a prefeitura.

Além de Quixadá, Ibicuitinga, Morada Nova, Pacoti, Aracati, Paraipaba, são algumas das cidades cearenses que em respeito aos animais e às pessoas mais sensíveis, aderiram à fórmula mais silenciosa do tradicional espetáculo visual. Os efeitos luminosos vão começar na contagem regressiva para a virada do ano, mas dessa vez sem os estrondos habituais, garantem os organizadores. A maioria até destacou nas divulgações das suas festas: Queima de fogos silenciosa.

Guaramiranga, no Maciço de Baturité, também entra nessa relação, mas a iniciativa de reduzir os ruídos provocados pelos fogos partiu do Ministério Público do Ceará (MPCE). Os promotores de Justiça elaboraram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e a prefeitura concordou. Rojões “treme-terra” e outros produtos do gênero que provoque barulho em excesso, serão proibidos, inclusive em eventos particulares.

Como funciona

Especialistas em pirotecnia explicam o segredo. Quando os artefatos químicos são arremessados no ar as bombas que armazenam esses compostos explodem, provocando estrondos e e a combustão desses elementos. No caso dos fogos silenciosos, sem as bombas de arremesso, queimam gradativamente, tão logo são lançados, não causando uma grande explosão. Entretanto, sem o impulso das bombas geralmente não atingem alturas elevadas, dificultando a visibilidade do espetáculo, mas é possível ver por mais tempo.

Sem fogos

Sobral, a maior cidade da região Norte do Estado, não vai realizar queima de fogos. O Município aboliu a prática no ano passado. Uma lei, aprovada pela Câmara Municipal em 27 abril de 2018 regulamentou o manuseio e soltura dos rojões, foguetes, fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que causam poluição sonora. A lei entrou em vigor 45 dias depois. A população aprovou e desde então apoia a iniciativa, tendo como principais beneficiários seus animais.

Os pets

“A explosão dos fogos realmente causa um grande desconforto aos pets. No caso dos cães, que além de olfato, têm audição mais sensível, a percepção sonora é 100 vezes superior a de um ser humano. Se um segundo já é o suficiente para atormentar esses animais, imagina alguns minutos, a festa acaba se tornando um pesadelo para eles. Esses estrondos também irritam outros animais, como gatos e assustam os humanos”, explica o médico veterinário André Medeiros, especialista em pequenos animais.

Fonte: Diário do Nordeste.
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