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Presidente do BC diz que inadimplência não preocupa e cita contribuição do FGTS

maximweb 9 meses ago

Segundo Campos Neto, presidente do BC, a inadimplência teve um recuo de 0,2% em dezembro do ano passado em comparação a igual mês de 2018

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (28) que a inadimplência não preocupa o governo neste momento e que a liberação de recursos do FGTS contribuiu para que o indicador de endividamento terminasse o ano em queda.

De acordo com os dados apresentados por Campos Neto durante palestra na Latin America Investment Conference 2020, evento promovido pelo banco Credit Suisse, a inadimplência recuou 0,2% em dezembro do ano passado em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Segundo Campos Neto, embora o efeito do FGTS, que ajudou alguns consumidores a quitarem suas dívidas, possa estar “poluindo” um pouco os dados, no sentido de melhorá-los, a inadimplência não é vista neste momento como uma preocupação pelo BC.

O presidente do BC falou também sobre o futuro do sistema financeiro e disse haver espaço para que grandes bancos e fintechs possam se complementar na oferta de serviços a um público cada vez maior.

“Como é que eu vejo o sistema lá na frente? Eu vejo uma coisa instantânea, interoperável e aberta. Significa maior bancarização, menor custo de intermediação financeira, maior especialização. Os bancos provavelmente no futuro não vão fazer de tudo, vai ter alguma coisa que vai ter alguma fintech que vai ocupar aquele espaço”, afirmou.

“A minha visão é que a bancarização ainda vai crescer muito, dá para aumentar muito a função de intermediação financeira e, no final, a gente vai ter uma torta muito maior. Talvez os bancos grandes tenham um pedaço menor, mas de uma torta muito maior”.

Disse ainda que o open banking será importante para retirar uma importante barreira de entrada nesse mercado, que é a falta de informação sobre os clientes por parte dos novos entrantes.

Segundo o presidente do BC, ter um monte de agências deixou de ter valor, porque o mundo virou digital, e nenhum banco consegue hoje sobreviver mais sendo plataforma fechada. Mas a questão da barreira de informações persiste.

“O banco tem muita informação sobre todos os clientes. Essa é uma barreira de entrada. A gente vê que as plataformas financeiras preferem atuar em modalidades de crédito onde o problema de informação assimétrica é menor, ou seja, onde existe mais garantia. Não é à toa que as plataformas de crédito estão bastante grandes no tema do home equity, no financiamento com colateral, tem gente até fazendo empréstimo com garantia de automóvel. Por isso o open banking é importante”, disse Campos Neto.

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