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Allan Turnowski, da Polícia Civil, informou ainda que o responsável pelas mortes foi morto por uma facção em seguida

 

Lucas, Alexandre e Fernando foram executados em dezembro do ano passado, e corpos seguem desaparecidos

 

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, afirmou que o tráfico de drogas da favela Castelar foi responsável pelo assassinato dos três meninos desaparecidos desde dezembro de 2020 em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. A declaração foi dada à Rádio Tupi nessa quinta-feira (9), após oito meses de investigação.

O roubo de passarinhos que pertenciam a traficantes da localidade foi a motivação das mortes, informou Turnowski. Segundo disse, o líder local foi chamado ao Complexo da Penha, onde foi assassinado, como queima de arquivo, por lideranças do Comando Vermelho.

Em entrevista à TV Globo, o secretário contou que o traficante pediu autorização para punir os meninos a líderes da facção criminosa, que estavam presos. A punição foi liberada, mas as lideranças não sabiam que os autores do furto dos passarinhos eram crianças.

Turnowski também afirmou que essa foi a principal linha de investigação desde o início, e que a conclusão está ancorada em depoimentos de testemunhas importantes, que deram detalhes sobre o que ocorreu no dia do crime. O inquérito sobre o caso ainda está sendo finalizado.

CORPOS

Conforme o secretário, a polícia concluiu que os corpos foram jogados em um rio. “Temos esperança de encontrar, mas não é tarefa fácil”, disse.

Ao fim de julho, fragmentos de ossos foram encontrados pela Polícia Civil em um rio que corta a região. Poucos dias depois, porém, uma perícia apontou que a ossada era de origem animal.

MORTES

Lucas Matheus da Silva, 9, Alexandre da Silva, 11, e Fernando Henrique Soares, 12, saíram de casa em 27 de dezembro do ano passado para brincar em um campo de futebol próximo, na comunidade de Castelar, mas não voltaram mais. Foram filmados pela última vez às 13h39 daquele dia, andando em direção à feira de Areia Branca, a aproximadamente 2,7 km.

As crianças foram reconhecidas nas imagens no início de março, após limpeza e análise feitas pelo Ministério Público estadual com um programa mais sofisticado. Os policiais já haviam colhido gravações de dezenas de câmeras, mas como a qualidade estava ruim não haviam identificado os meninos.

As famílias criticam a lentidão na resolução do caso e dizem que a polícia demorou a agir. As mães ouviram de agentes que só poderiam registrar o sumiço 24 horas depois, sendo que o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê buscas imediatas.

“Eles demoraram e ainda está demorando, porque o caso do Henry [Borel, 4, espancado e morto em março] em menos de um mês teve resultado. Me sinto humilhada porque não tenho dinheiro, meu filho não é branco”, afirmou Tatiana Ribeiro, mãe de Fernando.
Fonte: Diário do Nordeste
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