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Tremores de terra voltam a ocorrer no Sertão Central do Ceará

Carinhosa FM 1 semana ago

Abalos sísmicos no Ceará são recorrentes, imprevisíveis e podem ocorrer indefinidamente, explica estudioso

Quatro meses após o último registro sismológico na região central do Estado a terra voltou a tremer em Quixeramobim. De acordo com o sismólogo Eduardo Menezes, do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o epicentro dos tremores foi novamente nas localidade de São Joaquim e Fogareiro.

Os abalos, de magnitude 2.0 na escala Richter ocorreram por volta das 21h30 desta segunda-feira (7) e às 2h17 da madrugada desta terça-feira (8). Ainda de acordo com Eduardo Menezes a região não registrava tremores de intensidade mais forte desde 20 de abril.

“Isso mostra que tremores no Nordeste estão sempre ocorrendo e nunca se descarta a possibilidade de que os mesmos parem de ocorrer definitivamente. Como já se sabe , tremores de terra não se consegue prever, nem sua hora nem o local onde os mesmo venham a acontecer”, explicou o sismólogo.

“O LabSis continua monitorando os tremores e dando todas as informações à sociedade e também assessorando com informações precisas as Defesas Civis dos municípios afetados não só no Ceara como em todo Nordeste do Brasil”, acrescentou Menezes.

Registros anteriores
maior abalo sísmico detectado na região ocorreu na noite de 18 de abril, por volta das 23h30. O tremor de magnitude 3,3 foi sentido em diversas localidades dos municípios de Quixeramobim, Madalena e Boa Viagem e registrado por diversas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) operadas pela UFRN, inclusive a estação de Itapé (NBIT), a aproximadamente 1.100 km do epicentro, conforme informações do LabSis.

Causas

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, os tremores ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. As fossas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano.

Fonte: Diário do Nordeste

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